Sem resultado
Ver todos os resultados
Sem resultado
Ver todos os resultados
Sem resultado
Ver todos os resultados

Lei antidesmatamento pode mudar percepção de empresas sobre produtos brasileiros

Ministério da Agricultura afirmou em nota que falhas na construção da Lei da UE podem influenciar na interpretação errada do agronegócio nacional, como caso da Danone sobre a soja brasileira.

Por Janaina Honorato
Publicado em 29/10/2024 às 17:39
Atualizado em 29/10/2024 às 17:47
Lei antidesmatamento pode mudar percepção de empresas sobre produtos brasileiros

Falhas na construção da Lei da UE podem influenciar em sanções do agronegócio nacional. Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

Share on FacebookShare on Twitter

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou nota nesta terça-feira (29), reafirmando a sustentabilidade da agropecuária brasileira e levantando falhas na construção da Lei antidesmatamento da União Europeia, que poder ter provocado as recentes declarações e possíveis sanções da Danone e de outras empresas, aos produtos brasileiros.

A empresa francesa Danone teria anunciado na última semana, que deixaria de importar soja do Brasil e que passaria a comprar de países asiáticos, alegando desrespeito à legislação ambiental da União Europeia.

LEIA TAMBÉM

Clima de junho terá calor acima da média e chuva irregular em diversas regiões do Brasil

Clima de junho terá calor acima da média e chuva irregular em diversas regiões do Brasil

Fim de semana terá chuva isolada em parte do Brasil e calor de até 36°C

Fim de semana terá chuva isolada em parte do Brasil e calor de até 36°C

Lei antidesmatamento e as empresas importadoras de produtos brasileiros

A decisão da Danone aconteceu em um momento que o mercado discute a lei antidesmatamento, que prevê a proibição da importação de commodities produzidas em áreas desmatadas após 2020, mesmo que sua abertura tenha sido feita de forma legal, exigindo que as empresas apresentem provas da origem sustentável das matérias-primas.

A Comissão Europeia sugeriu adiar a entrada em vigor para melhor adaptação, até dezembro de 2025, para produtos exportados por grandes empresas, e para junho de 2026, para micro e pequenas empresas. A decisão, que ainda depende de aprovação no Parlamento Europeu, veio após pressão de países exportadores de produtos agropecuários, como o Brasil.

Entretanto, as discussões sobre a nova lei já têm causado interpretações equivocadas sobre produtos do agronegócio brasileiro e gerado especulações.

  • Agronegócio: Setor produtivo pressiona e União Europeia pede adiamento da lei antidesmatamento

Caso Danone

Danone desmente boicote à soja brasileira.
Danone desmente boicote à soja brasileira. Foto: Envato

Após toda a repercussão internacional e negativa do setor agropecuário na última semana, a Danone Brasil divulgou nota oficial desmentindo que teria interrompido a compra de soja brasileira por questões ambientais, mas que possui o compromisso em adquirir produtos produzidos de forma sustentável.

A empresa reforçou que possui um vínculo de mais de 50 anos com o Brasil e segue comprando a soja brasileira que está alinhada às regulamentações nacionais e internacionais e que o processo, passa por verificação de origem e rastreabilidade para garantir que suas matérias-primas não venham de áreas desmatadas.

Em 2023, a empresa utilizou 262 mil toneladas de produtos à base de soja, principalmente para alimentação dos animais de produção de leite, além da fabricação de leite e iorgutes de soja.

Falhas na lei antidesmatamento gera interpretações erradas do agronegócio

Aprosoja declara que restrição antes de lei entrar em vigor precisa de punição.
Aprosoja declara que restrição antes de lei entrar em vigor precisa de punição. Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

O Mapa declarou na nota que considera as normas do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR) “arbitrárias, unilaterais e punitivas, tendo em vista que desconsideram particularidades dos países produtores e impõem exigências com impactos significativos sobre os custos e a participação de pequenos produtores no mercado europeu”.

Segundo a pasta, estas novas diretrizes dificultam o acesso ao mercado europeu de produtos brasileiros, da América Latina e de outras origens, incluindo a Ásia, ao invés de apoiar uma transição justa e sustentável. Incentivos positivos são mais eficazes na promoção da proteção ambiental, compensando e remunerando aqueles que prestam serviços ambientais.

“Entendemos que essa postura influencia negativamente o comportamento de empresas comprometendo o entendimento de consumidores sobre a real dimensão da segurança alimentar baseada na produção sustentável e nas negociações internacionais, que deve ser baseada na confiança mútua e no respeito à soberania e à diversidade de soluções nacionais”, afirma a nota.

O Ministério se posicionou ao afirmar que o Brasil segue firme e não aceitará regulamentações que ignorem os avanços ambientais e sociais, ao impor restrições desproporcionais a produtos brasileiros.

Em resposta a repercussão internacional, a pasta declarou na nota que o Brasil conta com uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo, além de ser um pilar para sustentabilidade global frente a outros países, mostrando em alguns pontos como funciona a produção agropecuária sustentável brasileira. Veja a nota na íntegra aqui.

“O Brasil está pronto para colaborar, mas exige ser tratado com a mesma justiça e equilíbrio que pautam as relações comerciais internacionais devendo ser rechaçadas posturas intempestivas e descabidas como anunciadas por empresas europeias, com forte presença de atividade também no mercado brasileiro”, finalizou.

  • Agricultura: Brasil produz mais de 160 culturas agrícolas entre hortifrútis e grãos

Setor produtivo aponta desconhecimento do agronegócio brasileiro

Nesta terça-feira (29), a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) também divulgou nota dizendo que a alegação da Danone demonstra desconhecimento ao processo produtivo no Brasil e discriminação contra o agronegócio e os produtores brasileiros.

“O boicote adotado pela multinacional francesa já traz prejuízos para o Brasil e para os brasileiros, mesmo que a legislação da União Europeia antidesmatamento ainda não tenha entrado em vigor. Este ato de discriminação contra a produção de grãos do Brasil é passível de reclamação por parte do governo brasileiro nas instâncias que regulam o comércio mundial, pelo seu caráter punitivo, discriminatório e coercitivo”, afirma.

Segundo a Aprosoja, diante da restrição e dos seus consequentes e possíveis prejuízos à economia brasileira, seria necessário adotar medidas de compensação junto à União Europeia e até uma ação na Organização Mundial do Comércio (OMC). Veja a nota na íntegra aqui.

Tags: agronegócioBrasilDanoneLei AntidesmatamentosançõessojaUnião Europeia

Notícias relacionadas

Desmatamento no Brasil cai 20,6% em 2025, aponta relatório

Desmatamento no Brasil cai 20,6% em 2025, aponta relatório

A supressão de vegetação nativa e o desmatamento apresentou queda de 20,6% no Brasil em 2025, segundo dados divulgados nesta...

Governo apresenta ações de desenvolvimento sustentável no entorno da BR-319

Governo apresenta ações de desenvolvimento sustentável no entorno da BR-319

O governo federal apresentou nesta quarta-feira (27) um pacote de medidas voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável na...

Chuva forte persiste no Norte enquanto outras regiões seguem com tempo seco, aponta Inmet

Chuva forte persiste no Norte enquanto outras regiões seguem com tempo seco, aponta Inmet

A previsão do tempo para quinta-feira (28) e sexta-feira (29) indica chuva forte em parte da Região Norte, principalmente em...

Chuvas favorecem desenvolvimento da soja em Roraima na safra 2026

Chuvas favorecem desenvolvimento da soja em Roraima na safra 2026

O avanço da safra de soja em Roraima segue favorecido pelas condições climáticas registradas desde o início da janela de...

logomarca Agro2

Plantando ideias. Colhendo soluções.

Notícias sobre agronegócio e safras, dicas de manejo da terra e de como melhorar sua produção agropecuária.

CONHEÇA

  • Home
  • Quem somos
  • Expediente
  • Comercial
  • Podcast AGRO2
  • Contato

PRIVACIDADE

  • Política de Privacidade
  • Política de Segurança LGPD
  • Termos de Uso
  • Cookies

REDES SOCIAIS

PODCASTS

INSCREVA-SE
em nossa newsletter

© 2026 Portal AGRO2

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Últimas notícias
  • Agricultura
  • Agronegócio
  • Dicas
  • Economia
  • Meio Ambiente
  • Pecuária
  • Podcast
  • Política
  • Tecnologia
  • Contato
    • Quem somos
    • Comercial
    • LGPD
    • Política de Privacidade

© 2022 Agro2 - Plantando ideias. Colhendo soluções.