Os impactos das mudanças climáticas já fazem parte da rotina da maior parte da população brasileira. É o que revela uma pesquisa realizada pelo Aurora Lab em parceria com a More in Common, que identificou que 85% dos entrevistados percebem algum tipo de interferência da crise climática em suas vidas. Entre eles, 46% consideram que os efeitos são intensos.
O estudo ouviu 2.630 pessoas e será divulgado oficialmente na próxima semana, em São Paulo. Entre as consequências mais citadas pelos participantes estão o aumento do custo de vida, mencionado por 53% dos entrevistados, seguido por problemas relacionados à saúde física (45%) e dificuldades para chegar ao local de trabalho (40%).
Mudanças climáticas

A pesquisa também aponta reflexos na saúde mental da população. Cerca de um terço dos entrevistados (32%) relatou impactos psicológicos associados às mudanças climáticas. Além disso, 17% afirmaram ter sofrido perda de renda e 10% disseram ter perdido o emprego em decorrência de situações relacionadas ao fenômeno.
Quando questionados sobre quem deve liderar ações de proteção aos trabalhadores diante desse cenário, 67% indicaram o governo como principal responsável. Empregadores foram apontados por 7% dos participantes, enquanto organizações e movimentos da sociedade civil receberam menos de 6% das menções.
Outro resultado destacado pelo levantamento é o elevado grau de conscientização sobre a necessidade de mudanças estruturais para enfrentar a crise climática. Para 93% dos entrevistados, os atuais padrões de produção e consumo precisam passar por transformações. Desse total, 74% concordam plenamente com essa avaliação.
A expectativa em relação aos efeitos econômicos da transição para fontes de energia mais limpas também aparece de forma positiva. Segundo a pesquisa, 67% acreditam que esse processo poderá gerar novas oportunidades de emprego para os trabalhadores. Em contrapartida, apenas 10% avaliam que a mudança poderá resultar em redução de vagas.
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A relação entre a transição energética e as desigualdades sociais também foi analisada. Quase metade dos entrevistados, equivalente a 45%, acredita que a adoção de novos modelos energéticos contribuirá para reduzir as diferenças sociais no país. Já 40% avaliam que as desigualdades tendem a permanecer nos níveis atuais ou até aumentar ao longo desse processo.
Com informações da Agência Brasil







