Portal Agro2
Sem resultado
Ver todos os resultados
Portal Agro2
Sem resultado
Ver todos os resultados
Portal Agro2
Sem resultado
Ver todos os resultados

Julgamento do marco temporal de terras indígenas é retomado no STF

Sessão estava paralisada há quase três meses após pedido de vistas.

Por Arieny Alves
Publicado em 30/08/2023 às 08:59
Julgamento do marco temporal de terras indígenas é retomado no STF

Julgamento acontece no STF. Foto: Agência Brasil

Share on FacebookShare on Twitter

O Supremo Tribunal Federal (STF) reinicia nesta quarta-feira (30/8) o julgamento que discute marco temporal de terras indígenas.

O julgamento foi suspenso em junho deste ano após pedido de vista realizada pelo ministro André Mendonça, que conforme as regras do STF, tinha até 90 dias para devolver o processo.

LEIA TAMBÉM

Governo brasileiro reage a tarifa de 25% dos EUA e critica decisão de Trump

Governo brasileiro reage a tarifa de 25% dos EUA e critica decisão de Trump

EUA iniciam audiência sobre tarifa de 25% contra produtos brasileiros

EUA iniciam audiência sobre tarifa de 25% contra produtos brasileiros

Análise do marco temporal de terras indígenas

marco temporal
Projeto tem causado polêmica entre governistas e opositores. Foto: Agência Brasil

O caso em específico que está em análise do STF, envolve uma decisão da Justiça sobre um território indígena em Santa Catarina, que foi enquadrado na regra na qual indígenas só têm direito às terras que já eram normalmente ocupadas por eles no dia da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.

O placar está em 2 votos a 1 contra o marco temporal. Edson Fachin e Alexandre de Moraes se manifestaram contra o caso, e Nunes Marques a favor.

Vale lembrar que área que está sendo discutida é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a parte da terra é questionada pela procuradoria do estado.

Posicionamentos

O ministro Alexandre de Moraes votou contra a tese do marco temporal, pois segundo ele, o reconhecimento da posse de terras indígenas independe da existência de um marco temporal baseado na promulgação da Constituição de 1988.

  • Política: Entenda o que é o marco temporal na demarcação de terras indígenas

Moraes ainda alegou que se o governo federal não conseguir reaver a terra indígena, será possível fazer a compensação com outras terras equivalentes, com a concordância da comunidade indígena.

O posicionamento do ministro foi criticado pelas organizações que trabalham em defesa de indígenas e pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

“Conclui-se que a proposta do ministro Alexandre de Moraes prejudica a proteção do direito constitucional indígena. Além do mais, coloca sobre os povos indígenas o peso de suportar os erros históricos cometidos pelo próprio Estado brasileiro, na medida em que a garantia dos direitos fundamentais sob suas terras de ocupação tradicional passará a depender da existência de recursos financeiros por parte do Estado brasileiro”, ressaltou a entidade.

Por sua vez, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) também discordou do ministro Alexandre de Moraes. Em sua justificativa, a indenização ou compensação de território irá agravar o cenário e aumentar em conflitos na localidade.

“Como poderia a União pagar, na forma de indenização, por uma terra que já é de sua propriedade? Respondemos: isso seria inimaginável, porque essa figura é inexistente e não há nenhuma margem para que o nosso universo jurídico constitucional a admita”, enfatiza o conselho.

  • Mais lidas: Entenda a diferença entre ovelha, carneiro e cordeiro

Votação

marco temporal
Deputados analisam propostas em Plenário. Foto: Agência Câmara

Para a conclusão do caso ainda faltam os votos dos ministros André Mendonça, Cristiano Zanin, Luís Roberto Cardoso, Dias Toffoli, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e a presidente do tribunal Rosa Weber.

Se algum ministro do STF pedir vista novamente, os senadores terão tempo para analisar a matéria antes da conclusão do julgamento que divide setores da sociedade.

Tags: julgamentomarco temporal de terras indígenasSupremo Tribunal Federal

Notícias relacionadas

Câmara aprova mudanças na Lei de Proteção de Cultivares; entenda

Câmara aprova mudanças na Lei de Proteção de Cultivares; entenda

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) o Projeto de Lei 2.143/2025, que altera as regras de proteção de...

Brasil autoriza acordo com União Europeia que passa a valer em maio

Brasil autoriza acordo com União Europeia que passa a valer em maio

Um decreto presidencial assinado nesta terça-feira (28) autoriza a aplicação imediata do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia no...

Frente Ambientalista lança plano para guiar agenda do Congresso e pauta climática

Frente Ambientalista lança plano para guiar agenda do Congresso e pauta climática

A Frente Parlamentar Mista Ambientalista (FPMA) apresentou nesta terça-feira (15), um novo documento com diretrizes para orientar a atuação e...

Entidades pedem revisão de regras que travam pagamento do seguro-defeso

Entidades pedem revisão de regras que travam pagamento do seguro-defeso

Representantes de federações e colônias de pescadores de todo o país se reuniram nesta terça-feira (3) para exigir alterações urgentes...

logomarca Agro2

Plantando ideias. Colhendo soluções.

Notícias sobre agronegócio e safras, dicas de manejo da terra e de como melhorar sua produção agropecuária.

CONHEÇA

  • Home
  • Quem somos
  • Expediente
  • Comercial
  • Podcast AGRO2
  • Contato

PRIVACIDADE

  • Política de Privacidade
  • Política de Segurança LGPD
  • Termos de Uso
  • Cookies

REDES SOCIAIS

PODCASTS

INSCREVA-SE
em nossa newsletter

© 2026 Portal AGRO2

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Últimas notícias
  • Agricultura
  • Agronegócio
  • Dicas
  • Economia
  • Meio Ambiente
  • Pecuária
  • Podcast
  • Política
  • Tecnologia
  • Contato
    • Quem somos
    • Comercial
    • LGPD
    • Política de Privacidade

© 2022 Agro2 - Plantando ideias. Colhendo soluções.