O mercado de feijão começou o mês de março com um movimento de ajuste nos preços após as altas observadas nos meses anteriores.
De acordo com levantamento do Indicador Cepea/CNA, a redução no ritmo das negociações e a menor atuação de compradores em diversas regiões contribuíram para a queda das cotações em algumas praças.
Mercado de feijão

No caso do feijão carioca de maior qualidade, com notas iguais ou superiores a 9, houve desvalorização entre os dias 6 e 13 de março. No Noroeste de Minas, os preços recuaram 2,15%, enquanto no Leste Goiano a queda foi de 0,92%.
Em Itapeva (SP), as cotações ficaram praticamente estáveis, já que parte dos vendedores optou por aguardar uma possível retomada da demanda. Apesar das oscilações recentes, o valor médio do produto em março ainda permanece cerca de 8,7% acima do registrado em fevereiro.
Para o feijão carioca com notas entre 8 e 8,50, a pressão sobre os preços foi ainda mais evidente, sobretudo em lotes que sofreram impacto das chuvas. Entre 5 e 12 de março, as cotações caíram 5,15% no Distrito Federal e 3,23% no Noroeste de Minas.
Em algumas regiões, no entanto, já há sinais de reação do mercado. No Triângulo Mineiro e na Metade Sul do Paraná, a oferta mais limitada após liquidações recentes contribuiu para altas semanais.
Feijão preto

Já o feijão preto tipo 1 também apresentou recuo nas cotações em determinados mercados. O aumento nas intenções de venda, principalmente de lotes comerciais provenientes da primeira safra, pressionou os preços na Metade Sul do Paraná, onde houve queda de 2,48% entre 6 e 13 de março.







