Um conjunto de 11 projetos voltados à restauração ecológica na Amazônia Legal receberá R$ 69,5 milhões em recursos anunciados nesta quarta-feira (11) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em Brasília (DF).
As iniciativas devem recuperar 2.877 hectares de vegetação nativa em Unidades de Conservação consideradas prioritárias na região.
Restauração ecológica na Amazônia Legal

A iniciativa integra a estratégia federal voltada à ampliação da restauração florestal no país e está alinhada ao Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que estabelece como meta recuperar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030.
O anúncio ocorreu durante o workshop Restauração em Escala – Integração Federativa para a Recuperação da Vegetação Nativa, realizado no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. O encontro reuniu representantes do governo, do setor produtivo e de organizações da sociedade civil para discutir estratégias de recuperação de áreas degradadas.
Segundo o governo federal, os projetos selecionados foram apresentados por organizações da sociedade civil, institutos de pesquisa e cooperativas. As iniciativas atuarão em diferentes territórios da Amazônia Legal, como a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre; o Parque Nacional Campos Amazônicos e as Florestas Nacionais do Jamari e do Jacundá, em Rondônia; a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, no Tocantins; além de áreas protegidas em Mato Grosso, Maranhão e Pará.
De acordo com o BNDES, os territórios escolhidos são considerados estratégicos tanto para a recuperação da vegetação nativa quanto para o fortalecimento de atividades econômicas relacionadas à bioeconomia na região.
- Fundeinfra: Deputados em Goiás aprovam fim da ‘taxa do agro’
Restaura Amazônia

O Restaura Amazônia é financiado com recursos do Fundo Amazônia, administrado pelo BNDES em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
O programa foi criado em 2023 com o objetivo de apoiar iniciativas de restauração ecológica e produtiva com espécies nativas, principalmente na área conhecida como Arco do Desmatamento.
O projeto integra a estratégia federal chamada Arco da Restauração, voltada à recuperação de áreas degradadas na região amazônica. A previsão de investimentos é de R$ 1 bilhão, sendo R$ 450 milhões provenientes do Fundo Amazônia na modalidade não reembolsável.
Com o novo ciclo de editais, a iniciativa passa a apoiar 58 projetos em diferentes territórios da Amazônia Legal, abrangendo 17 Unidades de Conservação, 77 assentamentos da reforma agrária e 35 Terras Indígenas. A estimativa é que as ações resultem na recuperação de quase 15 mil hectares de áreas degradadas na região.







