A segunda safra de milho no Paraná avança sob influência de condições climáticas adversas e atraso no calendário agrícola, cenário que já traz reflexos no desenvolvimento das lavouras em diferentes regiões do estado.
O plantio do cereal, que depende diretamente do ritmo da colheita da soja, foi prejudicado por um leve atraso na retirada da oleaginosa.
Safra de milho Paraná

De acordo com os dados do Instituo Nacional de Meteorologia (Inmet), parte das áreas acabou sendo semeada fora da janela considerada ideal, o que contribui para um desempenho desigual da safra.
Nas regiões sul, sudoeste, oeste e centro-oeste, a semeadura está praticamente finalizada, com predominância de lavouras em fase vegetativa. Já no norte e noroeste, ainda há áreas sendo implantadas, reflexo direto do atraso na colheita da soja. Esse descompasso entre regiões, somado às variações climáticas, evidencia a irregularidade no andamento da safra.
No oeste, especialmente em Marechal Cândido Rondon, o plantio ocorreu na primeira metade de fevereiro, inicialmente sob condições favoráveis. No entanto, a partir da segunda quinzena do mês e início de março, a escassez de chuvas aliada às altas temperaturas intensificou o déficit hídrico ainda na fase inicial das plantas.
Situação semelhante foi observada em Ivaí, no centro-sul do estado, onde a semeadura também ocorreu no mesmo período. Apesar do baixo volume de chuvas, as temperaturas mais amenas ajudaram a reduzir os impactos da falta de água. Ainda assim, a previsão de tempo seco e calor nos próximos dias pode agravar esse cenário.
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Norte do Paraná

Por outro lado, nas áreas do norte do Paraná, onde o plantio se concentrou no início de março, as condições têm sido mais favoráveis ao desenvolvimento inicial da cultura. A ocorrência de chuvas mais frequentes, mesmo que intercaladas com períodos de calor, tem contribuído para um nível menos severo de estresse hídrico.
Entre os principais efeitos estão a redução do crescimento das plantas, menor formação de folhas e alterações fisiológicas, como o enrolamento das folhas, mecanismo utilizado para diminuir a perda de água.
Quando esse estresse se prolonga, há impacto direto na fotossíntese e no desenvolvimento da planta, o que pode resultar em espigas menores e com menor número de grãos, afetando o rendimento final das lavouras.







