Impulsionada pelo desempenho de culturas sazonais, a agropecuária contribuiu para a geração de empregos formais no Brasil em fevereiro de 2026, embora em ritmo mais moderado na comparação anual.
No período, o setor abriu 8.123 vagas com carteira assinada, resultado de mais de 111 mil admissões frente a cerca de 103 mil desligamentos.
Contribuição na agropecuária para a geração de empregos formais

O avanço no campo ajudou a compor o saldo positivo do mercado de trabalho brasileiro, que registrou a criação de 255.321 vagas formais no mês, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. Ao todo, foram mais de 2,38 milhões de contratações contra 2,12 milhões de demissões.
Apesar do resultado positivo, o desempenho da agropecuária ficou abaixo do observado em fevereiro do ano passado, indicando desaceleração nas admissões. Ainda assim, o setor manteve a característica de ampliar contratações neste período, impulsionado principalmente por atividades agrícolas específicas.
Entre os destaques na geração de vagas estão o cultivo de maçã, uva, alho, hortaliças e café, que lideraram as admissões no campo. Por outro lado, culturas como laranja, cana-de-açúcar e melão registraram cortes no número de trabalhadores, além de recuos em atividades de apoio agrícola.
Recorte por regiões

No recorte regional, Sul e Centro-Oeste concentraram os melhores resultados dentro da agropecuária, enquanto outras regiões apresentaram desempenho mais moderado.
De forma geral, todos os setores da economia brasileira fecharam fevereiro com saldo positivo de empregos. O segmento de serviços liderou a geração de vagas, seguido por indústria, construção civil, agropecuária e comércio.
Com isso, o país alcançou 48,8 milhões de vínculos formais ativos, com crescimento de 0,52% em relação ao mês anterior. No acumulado de 12 meses, o saldo permanece positivo, mas com desaceleração frente ao período anterior.







