O aumento no custo do transporte de grãos em Mato Grosso tem chamado a atenção do setor produtivo.
De acordo com boletim recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), houve elevação nos valores dos fretes rodoviários na maior parte das rotas monitoradas no estado, mesmo com uma oferta considerada equilibrada de cargas.
Aumento no custo do transporte de grãos em Mato Grosso

A principal razão para o avanço dos preços não está na demanda, mas na redução da frota disponível. Parte dos caminhões deixou Mato Grosso em busca de fretes mais vantajosos em outras regiões do país, o que diminuiu a oferta local e aumentou o poder de negociação das transportadoras que permaneceram operando no estado.
Entre as rotas analisadas, os maiores reajustes foram registrados no trecho entre Diamantino e Rondonópolis, com média de R$ 155 por tonelada, alta de 3,20%, e entre Querência e Uberlândia (MG), com valor médio de R$ 333,70 por tonelada, avanço de 3,28%. Os dados indicam uma valorização do frete em um período estratégico para o escoamento da produção agrícola.
O impacto é direto para o produtor rural. Em um estado que depende fortemente do transporte rodoviário para levar a produção até centros consumidores e portos, o frete representa uma parcela significativa do custo total. Com a elevação, as margens de lucro tendem a ficar mais apertadas.

As informações integram o projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido em parceria entre o Imea e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT).
A iniciativa acompanha indicadores essenciais da atividade rural e busca apoiar a tomada de decisões no campo por meio de dados técnicos.
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