As exportações de soja ganharam ritmo no último mês, acompanhando o avanço da colheita, que já alcança cerca de 88,1% da área plantada.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, os embarques da oleaginosa registram alta próxima de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O milho também apresenta desempenho positivo, com crescimento em torno de 15,2% nas exportações, enquanto a colheita da primeira safra já supera metade da área cultivada.
Exportações de soja

Dados do Boletim Logístico de abril indicam que as regiões Centro-Oeste e Sul lideram o envio de grãos ao exterior, com destaque para Mato Grosso. No caso da soja, o escoamento pelo Arco Norte respondeu por 39% do total embarcado no trimestre, seguido pelos portos de Santos, com 36,2%, e Paranaguá, com 18,3%.
O aumento no volume transportado refletiu diretamente nos custos logísticos. Em Goiás, especialmente nas rotas que partem de Cristalina, os fretes tiveram elevação de até 35% na comparação mensal. Em Mato Grosso, o avanço da colheita no Vale do Araguaia manteve os preços em alta, com variações de até 10%, patamar semelhante ao observado em Mato Grosso do Sul.
No Sul e Sudeste, os custos também subiram. No Paraná, a região de Ponta Grossa registrou aumento de até 11%, influenciado por fatores como combustível e limitações operacionais. Em São Paulo, as tarifas tiveram elevação mais acentuada, podendo alcançar 30%, enquanto em Minas Gerais as variações ficaram abaixo de 10%. No caso do café, houve retomada da demanda por transporte, principalmente em rotas voltadas ao sul mineiro.

O deslocamento de transportadores para o Centro-Oeste impactou a dinâmica no Nordeste, onde também houve aumento nos preços. No oeste da Bahia, importante polo produtor de soja, os fretes subiram até 19%. O Maranhão apresentou as maiores variações, com altas de até 23%, especialmente nas regiões do sul do estado. Já no Piauí, o mercado se manteve mais estável, com oscilações limitadas a 8%.
Além do desempenho das exportações, o levantamento aponta crescimento nas importações de fertilizantes, que somaram 8,61 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026 , volume cerca de 9,1% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025, indicando abastecimento adequado para as próximas safras.







