O Governo de Goiás e representantes do Japão assinaram nesta segunda-feira (9) um memorando de entendimento voltado à cooperação na exploração e no desenvolvimento de minerais críticos, especialmente as chamadas terras raras.
O acordo foi firmado entre a Autoridade de Minerais Críticos do Estado de Goiás (Amic) e a Organização Japonesa para Metais e Segurança Energética (JOGMEC), durante reunião no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia.
Cooperação na exploração de minerais críticos

A parceria prevê troca de informações, incentivo à pesquisa e cooperação tecnológica para ampliar o aproveitamento dos recursos minerais existentes no estado. A iniciativa também busca estimular a industrialização e a agregação de valor à produção mineral, com potencial de geração de empregos e fortalecimento da economia regional.
De acordo com dados apresentados durante o encontro, Goiás concentra cerca de 25% da disponibilidade mundial de terras raras, grupo de minerais considerados estratégicos para setores de alta tecnologia. Esses materiais são utilizados na fabricação de equipamentos como turbinas eólicas, baterias, veículos elétricos, componentes eletrônicos e sistemas de defesa.
Além das terras raras, o estado também possui reservas de outros minerais considerados críticos para a indústria global, como nióbio, cobre e alumínio. A expectativa é que a cooperação internacional contribua para ampliar estudos geológicos, fortalecer a cadeia produtiva e acelerar projetos ligados ao processamento desses recursos.
Autoridades japonesas destacaram que a cooperação com Goiás faz parte de uma estratégia mais ampla do Japão voltada à segurança das cadeias de suprimento de minerais estratégicos, cada vez mais demandados pela indústria tecnológica e energética.
O avanço ocorre em um momento em que o estado já possui projetos em andamento voltados à exploração desses recursos. Em cidades como Minaçu, Nova Roma e Iporá, iniciativas de mineração estão em desenvolvimento ou em fase de estruturação.
Um dos projetos em destaque é o da empresa Aclara Resources, em Nova Roma, que prevê investimentos estimados em R$ 2,8 bilhões para exploração de terras raras na região. A iniciativa tem potencial de gerar cerca de 5,7 mil empregos diretos e indiretos, segundo estimativas apresentadas pela empresa.

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