O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou o Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, com dados consolidados referentes a 2024.
O documento apresenta um panorama atualizado da poluição atmosférica no país, reunindo informações encaminhadas pelos órgãos estaduais de Meio Ambiente e registros de plataformas públicas.
O objetivo é dar transparência aos indicadores e fortalecer políticas voltadas à saúde pública, à preservação ambiental e ao enfrentamento das mudanças climáticas.
Qualidade do Ar 2025

Segundo o levantamento, o Brasil encerrou 2024 com 570 estações de monitoramento em funcionamento ou cadastradas na rede nacional.
O número representa aumento de 91 unidades em comparação ao relatório anterior, crescimento de 19%. Em relação a 2022, quando havia 395 pontos de medição, a expansão foi de 175 estações, alta de 44% no período.
O relatório detalha que, do total registrado em 2024, 367 estações utilizam método de referência ou equivalente, modelo considerado mais preciso, quantidade 18 unidades menor que a informada anteriormente. Já as estações classificadas como indicativas somam 194, um avanço de 100 unidades frente a 2023. Em nove casos, os estados não informaram o método adotado.
O documento reforça que a gestão da qualidade do ar segue um processo contínuo, que envolve diagnóstico, definição de metas, monitoramento permanente, implementação de programas de controle e revisão periódica das estratégias. Dentro desse ciclo, o relatório anual funciona como instrumento de transparência e avaliação das políticas públicas.
Distribuição dos poluentes e uso do solo

A análise por poluente também evidencia diferenças regionais relacionadas ao uso e cobertura do solo no entorno das estações.
No caso do monóxido de carbono (CO), predomina a presença de áreas urbanizadas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, todas com mais de 50% de representatividade urbana. No Nordeste, as áreas agropecuárias concentram 37,4% do entorno das estações, enquanto no Norte a cobertura florestal é majoritária.
Para o dióxido de nitrogênio (NO₂), a predominância urbana aparece no Centro-Oeste (60,7%), Sudeste (53,4%) e Sul (36,7%). O Nordeste mantém perfil mais associado ao uso agropecuário, com 37,4%, e o Norte apresenta 52,5% de áreas de floresta na zona de influência das estações.
O dióxido de enxofre (SO₂) também é monitorado principalmente em áreas urbanas no Centro-Oeste (59%), Sudeste (51,2%) e Sul (52,3%). No Nordeste, o entorno das estações é majoritariamente agropecuário, enquanto no Norte a vegetação florestal segue predominante.
Já o material particulado fino (MP₂,₅) mostra padrões distintos entre as regiões. Sul, Sudeste e Centro-Oeste concentram maior presença urbana no entorno das estações, com 55,7%, 48,2% e 45%, respectivamente. No Nordeste, a agropecuária representa 38% da área de influência, e no Norte a floresta responde por 54,6%.
No monitoramento do material particulado inalável (MP₁₀), as áreas urbanas predominam no Centro-Oeste (50,8%), Sudeste (49,1%) e Sul (57,2%). O Nordeste apresenta maior diversidade no uso do solo, com 31,8% de áreas agropecuárias, enquanto no Norte a cobertura florestal corresponde a 48,8% da área analisada.
O relatório aponta ainda perspectivas de ampliação da rede de monitoramento e medidas voltadas ao controle das principais fontes emissoras, reforçando a importância de dados consistentes para orientar decisões e políticas ambientais no país.







