O crédito rural empresarial registrou avanço nos primeiros meses do Plano Safra 2025/2026.
Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o volume de recursos contratados chegou a R$ 316,57 bilhões, o que representa aumento de 6% em relação ao mesmo intervalo da safra anterior.
Crédito rural

Com base no Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa), desse total, R$ 307,11 bilhões já foram efetivamente liberados aos produtores, crescimento de 3%, conforme dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central.
O principal impulso veio das Cédulas de Produto Rural (CPR), que tiveram expansão de 37% e somaram R$ 143,22 bilhões no período. Como a maior parte desses recursos é direcionada ao custeio da safra, a soma entre o custeio tradicional e as CPR elevou o financiamento da produção para R$ 241,38 bilhões, valor 10% superior ao observado em 2024/2025.
Em contrapartida, as operações voltadas a investimentos recuaram 20%, totalizando R$ 35,41 bilhões em contratações. O Programa de Construção de Armazéns (PCA) manteve desempenho praticamente estável, com leve retração de 1%.
Cenário de maior cautela

O comportamento do crédito reflete um cenário de maior cautela. Do lado da demanda, produtores concentraram esforços no custeio, considerado essencial para manter a atividade produtiva.
Na oferta, as instituições financeiras adotaram postura mais conservadora, influenciadas pelo nível elevado dos juros. A taxa Selic permanece em 15% ao ano, embora haja expectativa de recuo superior a dois pontos percentuais até o fim de 2026.
As linhas destinadas à comercialização somaram R$ 20,56 bilhões, com queda de 10%. Já o crédito para industrialização alcançou R$ 19,22 bilhões, avanço de 45%, indicando aumento do interesse em processamento e agregação de valor à produção.
Quanto às fontes de recursos, os valores controlados atingiram R$ 92,26 bilhões, redução de 7% na comparação anual. Nesse grupo, os recursos obrigatórios somaram R$ 30,89 bilhões (-6%), a LCA controlada chegou a R$ 24,60 bilhões (+4.649%) e a poupança rural controlada totalizou R$ 12,73 bilhões (-8%). Os fundos constitucionais responderam por R$ 11,74 bilhões, com variações entre as regiões.







