As exportações brasileiras somaram US$ 12,99 bilhões até a segunda semana de outubro de 2026, alta de 29,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
No mesmo intervalo, as importações totalizaram US$ 9,51 bilhões, crescimento de 20,4%. Com isso, o saldo da balança comercial ficou positivo em US$ 3,48 bilhões, avanço de 63,8% na comparação anual.
A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, alcançou US$ 22,50 bilhões, aumento de 25,5% em relação a outubro de 2025.
Exportações brasileiras

No acumulado de janeiro até a segunda semana de outubro, as vendas brasileiras ao exterior chegaram a US$ 297,65 bilhões, crescimento de 11,3% na comparação com o mesmo período de 2025. As compras internacionais somaram US$ 231,77 bilhões, alta de 6,1%.
O resultado foi um superávit de US$ 65,88 bilhões, 34,6% superior ao registrado um ano antes. Já a corrente de comércio avançou 9%, para US$ 529,41 bilhões.
O crescimento das exportações na primeira quinzena de outubro foi registrado nos três grandes setores da economia. A agropecuária movimentou US$ 2,62 bilhões, alta de 21,7%. Na indústria extrativa, as vendas alcançaram US$ 3,62 bilhões, avanço de 51,7%. Já a indústria de transformação exportou US$ 6,59 bilhões, crescimento de 21,3%.
Entre os produtos agropecuários, a soja teve aumento de 26% nas vendas externas. Também se destacaram os animais vivos, com alta de 311,2%, e o grupo de centeio, aveia e outros cereais não moídos, cujo crescimento informado foi de 21.244%.
Na indústria extrativa, as exportações de petróleo bruto avançaram 117,7%. As vendas de minérios de níquel cresceram 240,5%, enquanto as de minérios de metais preciosos tiveram alta de 1.869,8%.
Na indústria de transformação, a celulose registrou aumento de 69,7%, enquanto os óleos combustíveis de petróleo e derivados avançaram 227,7%. As exportações de ouro não monetário cresceram 64,1%.
Apesar do resultado positivo no conjunto das vendas externas, alguns produtos apresentaram retração. Na agropecuária, as exportações de milho não moído caíram 6,6%, e as de café não torrado recuaram 6,5%. As vendas de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras diminuíram 61,3%.
Na indústria extrativa, houve queda de 20,9% nas exportações de minério de ferro e de 52,8% nas de minérios de cobre. Na indústria de transformação, as vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuaram 33,1%, enquanto as de açúcares e melaços caíram 35,8%.
Importações crescem nos três setores

As importações também avançaram nas três categorias econômicas analisadas. A agropecuária registrou compras de US$ 190 milhões, alta de 26,7%. Na indústria extrativa, o valor chegou a US$ 540 milhões, crescimento de 57,5%. A indústria de transformação concentrou US$ 8,71 bilhões em importações, com aumento de 18,4%.
Entre os produtos agropecuários, as compras de produtos hortícolas frescos ou refrigerados cresceram 194,6%. As importações de soja aumentaram 82,3%, enquanto as de trigo e centeio não moídos avançaram 32,8%.
Na indústria extrativa, as aquisições de óleos brutos de petróleo cresceram 129,9%. Também houve aumento de 173,4% nas compras de outros minérios e concentrados de metais de base e de 60% nas de outros minerais em bruto.
Na indústria de transformação, os óleos combustíveis de petróleo e derivados tiveram alta de 86,9% nas importações. As compras de geradores elétricos giratórios e suas partes cresceram 607,5%, enquanto as de partes e acessórios de veículos automotivos avançaram 50%.







