Quatro iniciativas voltadas à recuperação ambiental sobre a vegetação foram apresentadas na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis durante a 1ª Mostra de Medidas de Flora do Licenciamento Ambiental Federal.
Durante a abertura, a diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, Claudia Barros, ressaltou que os resultados das ações adotadas em empreendimentos licenciados pelo órgão não se limitam a indicadores quantitativos, mas refletem avanços em práticas sustentáveis e na redução de impactos sobre a vegetação.
Recuperação ambiental

Uma das experiências apresentadas ocorreu durante a implantação da linha de transmissão Manaus–Boa Vista, na divisa entre Amazonas e Roraima.
O projeto incluiu planejamento detalhado para o aproveitamento e a destinação da madeira retirada da área, com participação da liderança da Terra Indígena Waimiri Atroari. Entre as estratégias adotadas para reduzir impactos ambientais estiveram a construção da linha paralela a uma rodovia já existente, a instalação de torres com mais de 100 metros de altura e o lançamento de cabos com o auxílio de drones.
Outra iniciativa abordou a recuperação ambiental da antiga Mina do Guajú, no extremo norte da Paraíba. Após 37 anos de exploração mineral, a área passou por um processo de recomposição da vegetação que se estendeu por duas décadas.
Ao longo desse período, foram plantadas cerca de 2,25 milhões de mudas de 260 espécies nativas, em uma área equivalente a aproximadamente mil campos de futebol. Atualmente, o local apresenta vegetação densa e passou a abrigar diversas espécies de fauna, como aves, macacos-prego, répteis e insetos.

Também foram destacadas duas iniciativas relacionadas à criação de bancos de germoplasma no Pará, voltadas à preservação genética de espécies vegetais e à produção de mudas para recuperação de áreas degradadas.
Uma delas envolve a conservação de castanheiras no Platô Almeidas, na Floresta Nacional Saracá-Taquera. O projeto foi desenvolvido pela Mineração Rio do Norte em parceria com o Ibama e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, com atividades que incluem coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes de árvores matrizes selecionadas.
A segunda experiência trata da formação de um banco de germoplasma de jaborandi em dois empreendimentos localizados na Floresta Nacional de Carajás. A iniciativa tem contribuído para preservar essa espécie, conhecida por seu valor ecológico e também por aplicações na indústria farmacêutica.







