O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a formação de novas brigadas federais temporárias para prevenção e combate a incêndios florestais em diferentes regiões do país.
A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 64/2026, publicada no Diário Oficial da União na última semana.
Prevenção e combate a incêndios florestais

As contratações serão conduzidas pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), que deve ampliar sua presença em dezenas de municípios distribuídos por estados de todas as regiões, além do Distrito Federal. A proposta é reforçar a capacidade de resposta em áreas consideradas mais vulneráveis durante os períodos de estiagem.
As equipes serão organizadas conforme a demanda local, com funções que incluem brigadistas, chefes de esquadrão e chefes de brigada. Em nível estadual, também estão previstas vagas para agentes de informação, especialistas em queima controlada e supervisores, que irão atuar no suporte às coordenações regionais.
Em Brasília, a autorização contempla ainda a contratação de supervisores federais voltados para áreas como monitoramento, logística e operações em campo, incluindo ações diretas de combate ao fogo. A seleção e a gestão das equipes ficarão sob responsabilidade do próprio Prevfogo.
Brigadistas federais

Nos últimos anos, o Ibama tem ampliado a estrutura de enfrentamento aos incêndios. O número de brigadistas federais cresceu gradualmente, saindo de pouco mais de 2,1 mil em 2023 para cerca de 2,6 mil profissionais em atuação em 2025. Atualmente, o país conta com mais de uma centena de brigadas distribuídas em pontos estratégicos.
Entre 2023 e 2025, foram registradas mais de 6 mil ocorrências atendidas, com atuação em uma área que ultrapassa 59 milhões de hectares. Os números indicam a dimensão do desafio e a necessidade de ampliar as equipes para reduzir os impactos ambientais.
Para 2026, a previsão é de contratação de 123 brigadas federais, totalizando aproximadamente 2.607 brigadistas. A maior parte das vagas será temporária, com contratos de até seis meses, enquanto uma parcela menor terá vínculo mais longo, de um a dois anos.
A remuneração varia conforme a função, podendo chegar a R$ 10 mil com adicionais. O investimento estimado para viabilizar as contratações é de cerca de R$ 85 milhões.
Segundo o planejamento, parte das seleções será realizada diretamente nos territórios onde as brigadas irão atuar, o que deve acelerar o reforço das equipes em áreas com maior risco de incêndios.







