O agronegócio deve continuar com uma presença relevante no Congresso Nacional a partir de 2027.
O resultado das eleições legislativas manteve uma série de parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em cargos no Legislativo e também levou nomes do grupo para o Senado e governos estaduais.
Bancada do agronegócio no Congresso após eleições

Antes das eleições, a FPA reunia cerca de 355 parlamentares entre deputados e senadores. Mais de 75% dos integrantes haviam colocado seus nomes novamente nas urnas em busca de um novo mandato.
Entre os principais nomes que permanecem na Câmara está Pedro Lupion (PP-PR), reeleito deputado federal e presidente da FPA. No Paraná, a composição também terá mudanças, com diferentes resultados entre os candidatos ligados ao setor.
A eleição ainda garantiu novas cadeiras no Senado para parlamentares identificados com pautas do agronegócio. Carol De Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Eduardo Gomes (PL-TO), Evair de Melo (PP-ES), Gracinha Caiado (União-GO), Márcio Bittar (PL-AC), Marcel van Hattem (Novo-RS), Mauro Mendes (União-MT), Reinaldo Azambuja (PL-MS), Sanderson (PL-RS) e Zé Medeiros (PL-MT) estão entre os eleitos.
Na Câmara, também foram reeleitos nomes como Afonso Hamm (PP-RS), Alberto Fraga (PL-DF), Alceu Moreira (MDB-RS), Arthur Lira (PP-AL), Baleia Rossi (MDB-SP), Covatti Filho (PP-RS), Coronel Fernanda (PL-MT), Giovani Cherini (PL-RS), Guilherme Piai (Republicanos-SP), Izalci (PL-DF), Lucio Mosquini (PL-RO) e Osmar Terra (PL-RS).
O resultado, porém, não foi positivo para todos os integrantes do grupo. Entre os nomes que não conseguiram a eleição estão Antônio Galvan (Avante-MT), Carlos Fávaro (PSD-MT), Luiz Nishimori (PSD-PR), Mauricio Buffon (PL-TO), Neri Geller (PP-MT), Nilson Leitão (PP-MT), Paulo Teixeira (PT-SP), Sérgio Souza (MDB-PR) e Zequinha Marinho (PL-PA).
Além das disputas para o Legislativo, alguns nomes associados ao setor concorreram a outros cargos. Marcos Rogério (PL-RO) foi eleito governador de Rondônia.
A atuação da bancada ligada ao agro no Congresso envolve temas que afetam diretamente a atividade rural, como crédito, seguro agrícola, tributação, legislação ambiental, defesa agropecuária e regularização de terras. A nova composição será responsável por definir a correlação de forças nessas discussões a partir do próximo ano.







