O mercado de feijão segue com ritmo lento de negócios, refletindo a demanda enfraquecida e o abastecimento confortável da indústria, que tem priorizado a queima de estoques.
Esse cenário, conforme o Indicador Cepea/CNA, tem reduzido a necessidade de reposição e pressionado os preços nas principais regiões produtoras do país.
Mercado de feijão

No caso do feijão carioca de melhor qualidade (notas 9 ou superiores), as cotações registraram queda entre os dias 13 e 20 de março, influenciadas pelo avanço da colheita na região Sul. As reduções foram mais expressivas na Metade Sul do Paraná (-3,99%) e no Leste de Santa Catarina (-2,78%).
No Leste de Goiás, a necessidade de caixa também levou a uma retração de 2,92%, em meio a negociações mais pontuais. Em contrapartida, a menor disponibilidade de produto armazenado sustentou leve alta de 1,68% no Noroeste de Minas Gerais. Apesar das quedas recentes, a média parcial de março ainda permanece 8,8% acima da registrada em fevereiro.
Para o feijão carioca de notas intermediárias (8 e 8,5), o escurecimento dos grãos tem pesado na decisão dos produtores, que antecipam vendas para evitar perdas maiores.

Nesse segmento, prevaleceram as quedas, com destaque para Sorriso (MT), onde os preços recuaram 4,61% diante da menor demanda industrial. Já no Triângulo Mineiro, a postura mais cautelosa dos vendedores contribuiu para uma leve alta de 1,48%.
No mercado de feijão preto tipo 1, o descompasso entre oferta e demanda também resultou em recuo das cotações. Na Metade Sul do Paraná, os preços caíram 3,19%, influenciados pela maior oferta de estoques da safra anterior. Em Itapeva (SP), a retração foi mais moderada, de 0,9%, refletindo o baixo interesse de compra.







