Os altos custos operacionais para o transporte da produção agropecuária seguem pressionando o valor dos fretes no país.
De acordo com a edição de maio do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), despesas com diesel e outros insumos da logística impediram uma redução mais expressiva nos preços do transporte de cargas nas principais rotas analisadas.
Altos custos operacionais para o transporte da produção agropecuária

Em Mato Grosso, maior produtor de grãos do Brasil, o mercado de fretes rodoviários apresentou estabilidade no último mês, mantendo os preços em níveis considerados elevados para o período.
Em Goiás, a tendência de curto prazo aponta para uma queda mensal nos preços dos fretes de grãos. Apesar disso, o custo do combustível ainda pesa no bolso dos transportadores e permanece, em média, 15% acima do registrado em abril de 2025, o que mantém os valores elevados na comparação anual.
No Distrito Federal, a Conab identificou aumento nos preços em todas as rotas pesquisadas. Embora a colheita da soja perca intensidade ao longo de abril, os fretes continuam em patamares altos. Já no Paraná, houve oscilações pontuais nos custos logísticos, cenário influenciado também pela instabilidade geopolítica internacional.
Na Bahia, o comportamento dos fretes variou conforme o calendário agrícola. As regiões com cultivo de primavera/verão registraram alta nos preços, enquanto áreas com produção de outono/inverno tiveram queda nas cotações.

No Maranhão, o avanço da colheita da soja mantém o transporte aquecido, especialmente para exportação e abastecimento interno. Ainda assim, a maioria das rotas analisadas apresentou redução nos preços em relação ao mês anterior.
Segundo a Conab, medidas adotadas pelo Governo Federal, como a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e o reforço da oferta do combustível pela Petrobras, ajudaram a conter novas altas e reduzir riscos de desabastecimento em alguns estados.
No Piauí, o mercado de fretes mostrou maior movimentação em comparação ao mês anterior, impulsionado pelo crescimento das exportações de soja. Mesmo com a demanda aquecida, os preços médios permaneceram estáveis devido à queda no valor do combustível no estado.
Em São Paulo, os fretes registraram leve recuo em abril após a forte alta observada em março. A combinação entre boa demanda para exportação e políticas de subvenção ao diesel contribuiu para aliviar parte da pressão sobre os custos logísticos.







