Uma operação de fiscalização realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no rio Araguaia, entre os municípios de Aruanã e São Miguel do Araguaia, em Goiás, resultou na apreensão de tartarugas e diversos petrechos utilizados em pesca irregular.
A ação integra o trabalho de monitoramento para garantir o cumprimento das regras do período de defeso, quando a captura de determinadas espécies é proibida para proteger a reprodução dos peixes.
Apreensão de tartarugas em Goiás

Durante as abordagens, os fiscais identificaram diferentes infrações ambientais, incluindo pesca irregular e caça. Ao todo, foram lavrados 11 autos de infração, que resultaram em multas que somam R$ 72,3 mil.
Entre os casos registrados, seis tartarugas-da-amazônia, espécie protegida pela legislação ambiental, foram apreendidas. A operação também resultou na retirada de circulação de três canoas, três motores de popa, uma arma de fogo e vários equipamentos usados na pesca ilegal, como molinetes, tarrafas e linhadas.
Os agentes ambientais também recolheram materiais utilizados em pesca predatória encontrados abandonados nas margens de rios e lagos da região, sem identificação de responsáveis.
Período de defeso

O período de defeso é um instrumento legal que estabelece a suspensão temporária da pesca de determinadas espécies durante a fase de reprodução e desova. No rio Araguaia, conhecido pela grande diversidade de espécies aquáticas, o respeito a essa regra é considerado essencial para garantir a reposição natural dos peixes e a manutenção dos estoques que sustentam tanto o equilíbrio ambiental quanto a atividade pesqueira legal.
A pesca realizada em desacordo com as normas do defeso pode comprometer a recuperação das populações de peixes ao longo do tempo.
Já a captura e comercialização de animais silvestres, como as tartarugas apreendidas na operação, configuram crimes ambientais e ampliam a pressão sobre espécies que já enfrentam riscos em seus habitats naturais.







